
O Gestor do Projecto é o maestro da orquestra formada pelos elementos da equipa do projecto, pelo que deve garantir que esta orquestra trabalha de modo coordenado, em harmonia e de modo a conseguir produzir música (o projecto) em vez de barulho. É responsável e responsabilizável por tudo o que acontece num projecto.
Existem muitas abordagens, frameworks, metodologias e standards. Não se foquem numa só. Não existe uma, que seja melhor do que as outras. Todas são ferramentas e quanto mais recheada estiver a nossa caixa de ferramentas, melhor apetrechados estaremos para dar resposta às particularidades de cada projecto. A pessoa que tem como única ferramenta um martelo, tudo na vida lhe parecem pregos.
É muito difícil escolher apenas três, entre tantas imprescindíveis, mas as mais importantes são, sem dúvida, a resiliência, a capacidade de comunicação e a empatia.
O primeiro é pensar que a primeira coisa necessária para gerir um projecto é uma boa ferramenta de software. Qualquer software deve ser visto como uma ferramenta de suporte, a qualquer coisa que tem de existir à priori. Neste caso, uma metodologia de Gestão de Projectos.
A segunda é pensar que, uma vez, dada a autorização para o projecto avançar, não há necessidade de continuar a “vendê-lo”. A “venda” do projecto deve ser contínua, desde o início até ao fim. E é fundamental garantir o suporte hierárquico ou institucional.
Um projecto sem riscos é um projecto em risco. E a gestão dos riscos não pode ser qualquer coisa que se faz no início e depois se arruma na gaveta. Deve ser contínua, ao longo de todo o projecto.

Começou em 2004, com o convite da Dr.ª Márcia Trigo para criar, na então Escola de Gestão & Negócios da UAL, uma Pós-Graduação executiva em Gestão de Projectos & Liderança. O sucesso e a experiência obtida com este curso levou-nos a duplicar a duração e a transformá-lo num MBA Executivo. A 10.ª edição, que está a decorrer, é a primeira a incorporar a componente da Sustentabilidade na Gestão de Projectos, incluindo o respectivo exame de certificação internacional.
Uma muito elevada percentagem de ex-alunos deste curso afirmam, que foi um momento marcante das suas vidas e, em muitos casos, transformador. É comum encontrar ex-alunos que, passados anos, dizem que continuam a utilizar, muito do que aprenderam no curso, no dia-a-dia e nos mais diversos contextos. Outros, tendo começado o curso numa situação de desemprego, antes do seu final, já estavam a escolher entre diversas oportunidades. Por fim, foram ainda vários os que, passado pouco tempo, se aventuraram a criar os seus próprios negócios. Não sendo um curso de empreendedorismo, o nível de desenvolvimento de competências técnicas e relacionais (comportamentais) deu-lhes a capacidade e, sobretudo, a confiança para avançarem e mudarem de vida.
Nenhum! Os projectos é que têm sempre um impacto, positivo ou negativo nos ODS. A questão é que, na generalidade dos casos, esse impacto não é antecipado, avaliado e gerido. Mas isso é uma das coisas que ensinamos os nossos alunos a fazer. Felizmente, cada vez mais organizações começam a olhar seriamente para as questões relacionadas com a sustentabilidade. Infelizmente, fazem-no quase sempre apenas no que se refere às suas operações. No entanto, quase tudo o que se faz numa qualquer organização, ou é um projecto, ou nasceu de um projecto. Consequentemente, não faz sentido as organizações estarem a reivindicar as boas práticas de sustentabilidade nas suas operações, quando a montante tiveram projectos que foram tudo menos sustentáveis.
Quase tudo. No início da década de 80, no século passado, a Gestão de Projectos pouco mais era do que um conjunto de técnicas usadas por alguns profissionais em grandes projectos. Tipicamente, grandes projectos de construção, industriais e militares. Foi mesmo nesse contexto que, nos anos 50 e 60, nasceram o PERT e o CPM, técnicas ainda hoje usadas, na sua forma pura ou nalguma das muitas variantes a que deram origem.
No final dos anos 80, começou a constatar-se que o que faz verdadeiramente a diferença entre um projecto bem ou mal sucedido são as pessoas. E começou a surgir, cada vez mais, investigação e literatura acerca do factor humano nos projectos. Actualmente, quando se fala em Gestão de Projectos, as hard skills são indissociáveis das soft skills. É essa a abordagem da IPMA – International Project Management Association, que no seu standard ICB – Individual Competence Baseline, identifica o conjunto de competências essenciais a um Gestor de Projectos, em três domínios: competências do domínio da prática, das pessoas e da estratégia.
Por fim, com o virar do século, as chamadas metodologias ágeis começaram a ganhar uma preponderância, cada vez maior, especialmente no sector das Tecnologias de Informação.

Ex-presidente e actual Director de Relações Internacionais da APOGEP – Associação Portuguesa de Gestão de Projectos e Director Executivo da GPM – Green Project Management.
Sócio fundador da Pomegranate, empresa especializada em consultoria e formação em Gestão de Projectos, foi criador de duas software-houses e foi Partner da Bright Partners, empresa de consultoria especializada em PPM (Project and Portfolio Management) e Director-geral da Bright Academy, empresa de formação do Grupo Bright Partners.
Durante 10 anos, foi docente na Universidade Lusíada, em Investigação Operacional e Gestão de Projectos, no curso de Matemáticas Aplicadas. Criou e coordena o MBA Executivo em Gestão de Projectos, na Autónoma Academy, e é responsável por módulos de Gestão de Projectos, em diversos MBAs, Pós-Graduações e Mestrados.
Tem mais de 25 anos de experiência de formação profissional em Gestão de Projectos, em Portugal, França, Reino Unido, Suíça, Angola e Brasil, em português, francês e inglês, sendo certificado pela IPMA-APOGEP, pela GPM e pelo PMI. Tem integrado diversos Projectos e grupos de trabalho da IPMA – International Project Management Association, sendo perito da comissão técnica da ISO para a normalização em Gestão de Projectos, Programas e Portefólios.
Encerrados entre os dias 10 e 21 de Agosto inclusive